Plano de Negócio
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Plano Financeiro


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A primeira coisa que se deve fazer na hora do planejamento financeiro é procurar bancos e financeiras para pedir empréstimos (que procuram saber como você irá pagar) ou investidores (que procuram lucrar com o seu negócio).
 

Independente disso, o empresário deverá conhecer um pouco de matemática financeira ou conversar com um contador para definir o planejamento. Caso contrário, o seu negócio não passará de um ano. É preciso ter um bom controle financeiro e ter alguém apto para gerenciar isso.

No planejamento financeiro do plano de negócio, aborda-se sobre o investimento total do empreendimento (capital de giro, demonstrativos, indicadores, investimentos, estimativas, custos, etc.).
 
Investimentos Fixos
 
Detalhadamente, é preciso definir os investimentos fixos, que são todos os bens a serem comprados para a abertura da empresa. Faça um quadro e liste as máquinas, os equipamentos, os móveis, os utensílios, as ferramentas e os veículos. Especifique o valor, a quantidade e o total que você terá que ter para investir neles. Ex.:

Máquina e equipamentos
descrição                                        qtd            Preço unitário             Total
mesa inox para restaurante             5          x       5.000                      25.000

Existem três coisas que facilitam na hora da análise dos investimentos fixos: terceirização de produtos ou serviços, aluguel ao invés de construção ou compra, opções de compra.
 


Capital de Giro
 
Depois, faça o cálculo do capital de giro. Ele é o montante de recursos (matéria prima, mercadorias, financiamentos das vendas e pagamento das despesas) necessário para o funcionamento da empresa.

Para isso, você precisará definir o estoque inicial (materiais utilizados na fabricação dos produtos ou mercadorias vendidas). Pesquise fornecedores, veja os melhores preços e formas de pagamento, controle o estoque e veja os produtos que mais saem, utilizando o First in First Out, FIFO, o primeiro que entra é o primeiro que sai, dependendo dos produtos.
 

 Caixa  Mínimo
 
Outro item a ser definido para compor o capital de giro é o Caixa Mínimo. É representado pelo valor em dinheiro que a empresa possui para cobrir os custos e as despesas, até que os clientes paguem pelos produtos e serviços oferecidos.

Assim, essas informações: prazos médios, vendas, compras e estocagem, você poderá adquirir com concorrentes e fornecedores. Elas irão ajudá-lo a apurar o caixa mínimo.
 

Investimentos pré-operacionais

Depois, os investimentos pré-operacionais serão os gastos feitos antes da empresa iniciar suas atividades, ou seja, as reformas, algumas taxas referentes à empresa para registrá-la, treinamento de pessoal, divulgação etc.

Depois de todos esses cálculos, é possível conhecer o total que deverá ser investido no seu negócio. Essa será a soma dos três componentes acima citados. Após o conhecimento do investimento total saiba como será adquirido o capital (recursos próprios ou de instituições financeiras).
 

Faturamento Mensal
 
Assim, você poderá definir também qual será o faturamento mensal da empresa, por meio dos concorrentes diretos e de quanto os seus clientes estariam dispostos a pagar.
 
Essa tarefa é um pouco difícil para quem não iniciou o negócio, mas é a partir daí que você fará as projeções futuras e verá o quanto de lucro você poderá ter no primeiro mês, depois da abertura de seu negócio. Para tanto, multiplique a quantidade de produtos  pelo preço de venda. Faça uma tabela constando todos esses dados.
 
O empresário fará o cálculo com todos os produtos, serviços e terceirizações.
 

Custos de comercialização

Em seguida, verifique os custos de comercialização (gastos com impostos e comissões de vendedores). Ele é classificado como custo variável, pois estará relacionado com o preço da venda, e de acordo com os imposto a serem pagos pelo governo, entrarão nos cálculos os impostos correspondentes ao enquadramento escolhido pelo empresário.

Depois, virão os cálculos sobre Custos dos Materiais Diretos ou Custo das Mercadorias Vendidas (CMD ou CMV). Eles variam e estão relacionados ao volume de vendas, os custos de Mão de Obra direta (definindo quantas pessoas trabalharão, quanto receberão e quais serão os encargos sociais).
 
E, por último, os custos com depreciação, que são aqueles bens que perdem o valor pelo uso, sendo necessária a reposição dos mesmos: por isso, você irá ver a lista de todos os bens que sofrem depreciação, o tempo de vida útil deles para fazer cálculos.  

Um exemplo proposto pelo SEBRAE foi o de uma máquina de costura. Observe:

Máquina de costura
Tempo de vida médio – 5 anos
Valor do bem – R$ 5.000,00

  • Para saber a depreciação anual, divida:    R$ 5.000,00 / 5 anos = R$ 1.000,00 ao ano.
  • Para saber a depreciação mensal, divida: R$ 1.000,00 / 12 meses = R$ 83,33 ao mês.

Ou seja, a cada mês, o equipamento valerá  R$ 83,33 a menos. Isso quer dizer que, ao final de 5 anos, você precisará de um nova máquina. Essa etapa é ideal para você planejar e guardar um bom dinheiro para a troca desse bem, não gerando, assim, uma saída de dinheiro do caixa. Há determinadas atividades que os equipamentos sofrem maiores desgastes e estes custos devem ser contabilizados.
 
E ainda  temos os custos fixos operacionais mensais, aqueles que não se alteram por causa do volume de produção ou da quantidade de produtos vendidos no período. Esses valores terão quer ser pagos normalmente, independente do faturamento no negócio. Ex.: aluguel, IPTU, água, energia elétrica, telefone, etc. Ao final possuirá um total alinhado, fazendo um demonstrativo de resultados.
 

Indicadores de Viabilidade

Por último, fazer a medição dos indicadores de viabilidade:

  • Ponto de equilíbrio (o quanto a empresa precisa faturar para pagar os seus custos);
  • Lucratividade (lucro líquido em relação às vendas; quanto maior, melhor poderá investir nela mesma);
  • Rentabilidade (mede o retorno do capital investido pelos sócios);
  • Prazo de retorno do investimento (tempo necessário para que o investidor recupere o que investiu).